terça-feira, 8 de outubro de 2019

O MUNDO ISLÂMICO E SEU CALIFADO


O levante jihadista ou ESTADO ISLÂMICO (EI).  
Após a morte de Osama Bin Laden, lider da Al-Qaeda, o foco passou a se voltar para esse novo grupo, que usa de ações bárbaras em nome de Allá e de suas causas. O objetivo principal deste grupo é a formação de um Califado.

Você sabe o que é um Califado?

Califado é uma organização política de uma nação ou território, no qual o chefe de Estado se autodenomina descendente direto do profeta Maomé. Nesse caso, cabe ao povo acreditar no "ungido", matando e morrendo por ele.
O último califado conhecido foi o do Império Otomano, na primeira metade do século XX, desfeito com a formação da República Turca, após as Guerras Mundiais.
O grupo radical sunita Estado Islâmico no Iraque e Levante (Isil, EIIL ou ISIS), se localizam principalmente no noroeste da Síria e áreas do Iraque (leste).
Os jihadistas sunitas que proclamaram a criação de um califado nas zonas conquistadas do Iraque e Síria (julho/2014) se apresentam como herdeiros de um regime que existiu da época do profeta Maomé até um século atrás.
Depois da morte do profeta Maomé, em 632, seus seguidores concordaram com a criação do califado, que significa sucessão em árabe, como um novo sistema de governo.
O califa é literalmente o sucessor do profeta como chefe da nação e líder da 'umma', comunidade de muçulmanos, e tem o poder de aplicar a lei islâmica (sharia) na terra do Islã.
Em vários países árabes, as mudanças foram sentidas. Assim como na Tunísia e no Egito, a Síria teve, a partir de março de 2011, inúmeras manifestações populares contra o regime de Bashar al-Assad. O ditador alegava que não eram manifestações legítimas, mas promovidas por terroristas. Assad estava errado, mas logo ficou claro que sua profecia era autorrealizável. A repressão promovida por ele, em conjunto o financiamento de milícias anti-Assad pelos países do Golfo Pérsico, fez a Síria tomar do Iraque o posto de polo atrativo de jihadistas, e consequentemente, berço dos terroristas modernos.
Desde 2010 sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi, o Estado Islâmico do Iraque cruzou a fronteira, enviou inúmeros jihadistas para combater Assad e ajudou a formar a Frente al-Nusra, braço da Al-Qaeda na Síria. Em 2013, Baghdadi anunciou a fusão dos dois grupos – Estado Islâmico do Iraque e Frente al-Nusra – sob o nome Estado Islâmico do Iraque e da Síria, ISIS. A aliança não duraria muito.


A "fundação" do Estado Islâmico escancara os problemas do Oriente Médio. Normalmente, os conflitos na região têm origem nas diferenças entre dois blocos, Judeus x Árabes-Palestinos. Em um deles estão os aliados dos Estados Unidos, como Israel, Arábia Saudita e as monarquias do Golfo. No outro está o Irã, o grupo libanês Hezbollah e o regime Assad. Hoje, a disputa entre esses dois blocos é uma das principais causas a impedir o surgimento de governos inclusivos e democráticos na Oriente Médio, além de várias outras causas,é claro. 









Um comentário:

  1. Olá Taylor, aqui é o Yan(9ºA). Hoje você na aula comentou sobre os curdos, no youtube acabei encontrando um vídeo interessante sobre os conflitos entre curdos com o Estado Islâmico, Turquia e Síria. E o fim da ajuda do E.U.A. com os curdos.

    Segue link:
    https://www.youtube.com/watch?v=aw7FFyPGb-w

    ;)

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