O Oriente Médio é uma região que envolve
países do oeste da Ásia (parte ocidental), denominada no passado de “Oriente
Próximo” ou "Ásia Menor". Grande parte destes países é banhado pelo Mar Vermelho, Mar
Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Negro e Mar Cáspio. Os seguintes países fazem
parte do grande Oriente Médio: Arábia Saudita, Bahrein, Chipre,
Egito (parte asiática - península do Sinai), Emirados
Árabes Unidos, Iêmen, Israel, Irã, Iraque, Jordânia,
Kuwait, Líbano, Estado da Palestina (Nação sem território), Omã, Qatar ou Catar, Síria e Turquia (parte
asiática), a maior parte deles localizados na península Arábica.
Hoje, a região tem cerca de quase 400 milhões de habitantes. O Irã é o país mais populoso, sendo o Chipre o menos populoso. A língua árabe é a mais falada, perpetuada pelo livro sagrado "Corão" ou "Alcorão".
A maior parte da população desta
região é formada por árabes de religião muçulmana, maometana ou islâmica. A maioria
pertence às seitas sunita e xiita (surgidas logo após a morte
do profeta Maomé, em 632 d.C.). Há grupos menores de muçulmanos, como os drusos
e os malauitas.
O Oriente Médio já foi dominado por grandes impérios no passado, como o persa (Irã), o babilônio (Iraque), o macedônio (parte da Grécia), o árabe (Arábia Saudita) e o otomano (Turquia). Eles foram responsáveis por criar a cultura e as tradições árabes. Essa região é considerada um local de intensa divergência religiosa e política. É marcada por diversos conflitos e tem áreas que são disputadas por diversas potências em busca de localização estratégica e devido à grande reserva de petróleo, a maior do mundo.
O Oriente Médio já foi dominado por grandes impérios no passado, como o persa (Irã), o babilônio (Iraque), o macedônio (parte da Grécia), o árabe (Arábia Saudita) e o otomano (Turquia). Eles foram responsáveis por criar a cultura e as tradições árabes. Essa região é considerada um local de intensa divergência religiosa e política. É marcada por diversos conflitos e tem áreas que são disputadas por diversas potências em busca de localização estratégica e devido à grande reserva de petróleo, a maior do mundo.
Surgiram, nesses países as três
maiores religiões monoteístas e seus patriarcas: o Judaísmo (Abraão),
Cristianismo (Jesus) e o Islamismo (Maomé).
É comum os países pertencentes ao
Oriente Médio estarem envolvidos em guerras e rebeliões. Os principais
conflitos que ocorreram e ocorrem na região são: conflito entre árabes-palestinos e
israelenses, guerra no Líbano, guerra entre o Irã e o Iraque nos anos 1980, guerra no Afeganistão, guerra do Iraque e a guerra da Síria dentre outras, além do ataque recente (outubro de 2023) do Hamas a Israel.
No aspecto geográfico, podemos
destacar a presença do grande deserto da Arábia (na Península Arábica).
Os rios que se destacam no
Oriente Médio são: Tigre (Iraque, Síria, Turquia), Eufrates (Iraque e Síria) e
o rio Jordão (Israel e Jordânia). Todos de relevante papel bíblico
e na geopolítica local. A escassez de água é dos mais graves problemas da região, associada ao clima predominante.
O clima predominante do Oriente
Médio é o árido e o semiárido, o que
proporciona a existência de uma paisagem vegetal marcada pela presença de
espécies xerófilas (nas áreas de clima árido), ou de estepes e algumas pradarias (nas áreas
de clima semiárido). Apenas pequenas faixas de terra, na porção litorânea,
apresentam climas um pouco mais úmidos, onde há presença de formações vegetais
arbustivas.
Do ponto de vista histórico, o
Oriente Médio é considerado o berço das grandes civilizações do passado.
Podemos citar como exemplos as civilizações antigas da Mesopotâmia e
do Egito. Na Península Arábica também se desenvolveu, a partir do século
VIII, o Império Árabe.
Na economia, O petróleo é
o principal produto responsável pelas exportações dos países do
Oriente Médio. Nessa região está localizada a maior concentração mundial dessa
fonte energética (aproximadamente 48% de todo o petróleo mundial e 70% das exportações). Essa grande
quantidade de petróleo, aliada a fatores econômicos e políticos, criou as condições
para a formação, em 1960, de um dos mais importantes cartéis do mundo atual, a
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Outra atividade
econômica importante no Oriente Médio é a agropecuária. Por ser realizada
dominantemente de forma tradicional, com uso de pouca tecnologia e mecanização,
essa atividade incorpora cerca de 40% da população economicamente ativa. O
predomínio de climas áridos e semiáridos na região é bastante prejudicial para
o desenvolvimento dessa atividade econômica.
A atividade industrial no Oriente
Médio apresenta pouca expressividade. Nos países petrolíferos, há a existência
de refinarias e petroquímicas. Outras indústrias se relacionam aos setores mais
tradicionais, como o têxtil e o alimentício. O turismo é outra atividade que
apresenta importância para alguns países do Oriente Médio, a exemplo de Israel
e Turquia (que recebem mais de 2,5 milhões de turistas por ano), além de Bahrein
e o Catar (Qatar).
Motivos e consequências dos conflitos no Oriente
Médio:
A região do Oriente Médio é uma das áreas mais conflituosas do mundo.
Diversos fatores contribuem
para isso, entre eles: a sua própria história; origem dos conflitos entre
árabes, israelenses e palestinos; a posição geográfica, no contato entre três
continentes (velho mundo); suas condições naturais, pois a maior parte dos
países ali localizados é dependente de água de países vizinhos; a presença de
recursos estratégicos no subsolo, caso específico do petróleo e a posição no
contexto geopolítico mundial.
As fronteiras das novas nações, definidas de acordo
com interesses europeus, delimitadas após a segunda guerra terminar, atendendo
interesses americanos, ingleses e franceses de ter um país aliado na região
(Israel), não consideraram a história e as tradições locais, consequentemente
vários conflitos ocorreram e continuam ocorrendo no Oriente Médio. Os novos
Estados árabes – Iraque, Kuwait, Síria, Líbano, Jordânia – brigaram por
recursos naturais e território. O conflito mais grave ocorreu na Palestina,
para onde, até o fim da Segunda Guerra, havia migrado meio milhão de judeus.
Além de tudo isso, a região é berço de diversos
grupos terroristas, que fomentam o ódio e a rivalidade local.
Jerusalém e Israel:
Localizada na chamada “Terra
Santa” (que para os judeus significa a terra prometida para o reino de
Israel ou Canaã), a região também é importante para cristãos e muçulmanos.
Jerusalém é alvo de constantes disputas, sendo um dos principais motivos do
conflito árabe/palestino-israelense. Enquanto Israel considera Jerusalém
Oriental parte de seu território, a Autoridade Palestina reivindica a área como
parte da Cisjordânia (e, consequentemente, dos territórios palestinos), no que
seria a capital do futuro Estado palestino.
Os cartógrafos medievais situavam Jerusalém no
centro do mundo e, para muita gente, a Cidade Velha continua a ser assim
considerada. Para os Judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, é
o local mais sagrado de todos. Acima dele está o Domo da Rocha (Mesquita de Al Aqsa), o terceiro
local mais importante no islamismo, de onde Maomé subiu aos céus. A poucos
quarteirões dali, a Igreja do Santo Sepulcro assinala o local tradicional da
crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus. Israel reivindica a cidade
como sua capital eterna; já os palestinos a querem como capital de seu Estado. Uma das cidades mais antigas do mundo (IV
milênio a.C.), Jerusalém hoje é declarada capital de Israel, ainda que não
conte com o reconhecimento da comunidade internacional.
A região abriga ainda mais de 13 milhões de
cristãos, muitos de igrejas árabes, como a copta ou a maronita, que estão entre
as mais antigas do cristianismo. Além disso, também vivem no Oriente Médio
cerca de 6 milhões de judeus, quase todos em Israel. A migração desses deu-se
em ondas, originárias primeiro da Europa e, depois, de todo o mundo. Por isso,
no Estado judeu encontram-se inúmeros grupos étnicos cujas culturas, tradições,
orientações políticas e práticas religiosas variam muito e são livremente
expressas.
Localizado em parte da antiga
Palestina, o Estado de Israel é um país judeu democrático criado em 1948 com
ajuda da Organização Sionista Mundial. Sua capital declarada é Jerusalém (maior
e mais populosa cidade israelense, com cerca de 880 mil habitantes), mas a sede
reconhecida pela comunidade internacional é Tel Aviv. É a única
nação de maioria judia ou judaica no mundo e constantemente está envolvida em
disputas com seus vizinhos árabes.
Palestina:

Essa era uma extensa área do Oriente Médio localizada na costa oriental
do Mar Mediterrâneo. Atualmente a Palestina é um Estado sem território.
Importante região que liga a África à Ásia, a Palestina foi, durante toda a
história, palco de disputas de etnias locais. A história sugere que, até o
século XX, as disputas foram pontuais, havendo razoável tolerância entre judeus
e árabes.
Como tentativa de apaziguar os confrontos entre judeus e árabes,
possibilitando a criação de um Estado judaico pós-holocausto, a ONU propôs
partilha do território palestino entre o Estado de Israel e o Estado Palestino.
Isso não foi bem visto pela Liga Árabe, que julgou injusta a divisão e não a
reconheceu. A proposta de partilha nunca foi levada a cabo devido à sugestão de
manutenção das populações árabes na região a ser ocupada. Contudo, a partir de
1948, a região foi repartida em três: uma corresponde, hoje, a Israel
(Jerusalém Oriental), e as outras duas permanecem como territórios palestinos -
Faixa de Gaza e Cisjordânia -, mas não formam um Estado. Atualmente, Israel
controla os acessos à Cisjordânia e Faixa de Gaza, inclusive com um extenso
muro na Cisjordânia, como fez os EUA na fronteira com o México.
Faixa de Gaza:
É um estreito território palestino localizado na costa oriental do Mar
Mediterrâneo que faz fronteira com Israel e Egito. É uma das áreas mais
densamente povoadas do planeta com cerca de 2,3 milhões de habitantes que, além dos recorrentes conflitos na região,
sofre com constante escassez de água. Foi palco de ataques entre os rivais
Israel e Hamas nos últimos dez anos e atual. É uma área de pouco mais de 40 x 12 km em média (comprimento x largura).
Cisjordânia:
Região do Oriente Médio que faz fronteira com Israel, Jordânia e o Mar Morto. Administrada pela Autoridade Palestina, mas ocupada militarmente pelo exército de Israel, a Cisjordânia é uma área bastante disputada, mas não pertence a nenhum Estado desde o fim da anexação ilegal por parte da Jordânia, em 1948.
Religião
O islamismo, principal religião da região, foi
fundado pelo profeta Maomé, no século VII, na Arábia. Essa religião
pode ser encontrada em diversos países, mas o número de seguidores é maior no
Oriente Médio e no norte da África. A religião islâmica é monoteísta porque
possui apenas um Deus, Alá. Os seguidores do islamismo seguem o Alcorão
ou Corão, o livro sagrado que contém as revelações recebidas por Maomé do
anjo Gabriel.
Os muçulmanos, seguidores dessa religião, acreditam
que há vida após a morte e em Juízo Final. Para eles, existem três locais
sagrados. O primeiro é a cidade de Meca (Arábia Saudita) local
onde está situada a pedra negra. O segundo local é a cidade de Medina (Arábia
Saudita), onde foi construído por Maomé o primeiro templo (mesquita). A última
localidade sagrada é Jerusalém (Israel), considerada a cidade
onde o profeta foi para o céu ao encontro de Moisés e Jesus no paraíso.
Nos países pertencentes ao Oriente Médio, há,
ainda, milhões de cristãos pertencentes às igrejas árabes (copta ou maronita)
e judeus que vivem principalmente em Israel.
Grupos terroristas que surgiram na região:
Al-Qaeda: Com nome que significa “a base” ou “a rede” em árabe, essa é uma das organizações terroristas mais
conhecidas do mundo, sobretudo em razão dos atentados às torres do World Trade
Center, em 11 de setembro de 2001. Ela é majoritariamente composta
por muçulmanos fundamentalistas e tem por objetivo erradicar a influência
ocidental sobre o mundo árabe. Foi criada em 1980 para defender o território do
Afeganistão contra a URSS, que buscava expandir o domínio socialista sobre o
país. Seu grande líder foi Osama Bin Laden, exterminado (morto) no Paquistão pelos EUA. Inicialmente essa organização contava com o apoio dos EUA, mas rompeu
relações com esse país no início da década de 1990.
Brigada
dos Mártires de Al Aqsa – é uma coligação de milícias Palestinas que atuam na Cisjordânia. O nome
do grupo é uma referência a maior mesquita muçulmana em Israel, o Templo da
Rocha ou mesquita de Al Aqsa.
Estado Islâmico (EIIS ou EI): o Estado Islâmico do Iraque e do levante ou da Síria (EIIS) é um
grupo terrorista jihadista que age nos dois referidos países, tendo surgido
entre os anos de 2003 e 2004. como uma
dissidência da Al-Qaeda, inspirando-se nesse grupo. O seu líder era Abu Bakr
al-Baghdadi, que liderou a Al-Qaeda no Iraque em 2010 e que havia participado
da resistência à invasão dos Estados Unidos ao território iraquiano em 2003. O
objetivo do EIIS é a criação de um califado islâmico abrangendo os territórios
da Síria e do Iraque.
Fatah – fundado em 1959 por Yasser
Arafat, o maior líder Palestino. É uma organização política (partido de Arafat)
e militar que luta pela causa Palestina e a criação de Estado Autônomo
Palestino.
Hamas: apesar de não ser considerado como um típico grupo terrorista por alguns analistas, o Hamas — sigla em árabe para “Movimento de Resistência Islâmica” ou "zelo, força e bravura"— é temido pela maioria das organizações internacionais e Estados, sendo por isso classificado como tal. Ele atua nos territórios da Palestina, tendo como objetivo a destruição do Estado de Israel e a consolidação do Estado da Palestina. O seu braço armado é uma frente chamada de Al-Qassam, além de configurar-se também como um partido político que, inclusive, venceu as eleições em 2006 e que hoje controla a Faixa de Gaza. Países apoiadores do Hamas, como Turquia, Irã e o Catar, não consideram o grupo como uma entidade terrorista, mas sim uma frente política legítima. Atualmente são os lideres políticos da Faixa de Gaza.
Hesbollah
– é uma
organização paramilitar fundamentalista islâmica xiita, com sede no Líbano. Foram conhecidos mundialmente como "homens bombas".
Jihad
Islâmica – grupo
militante na Palestina, considerado por muitos países como terrorista, prega a
destruição do Estado Judeu e a existência de um Estado Islâmico na Palestina.
Fundado em novembro de 1981, na Faixa de Gaza, Palestina.
Talibã: o grupo Talibã é um grupo
político que atua no Paquistão e no Afeganistão, também preocupado com a
aplicação das leis da sharia. O grupo comandou o Afeganistão desde
1996 até 2001, quando os EUA invadiram o país após os atentados de 11 de
setembro. Com a retirada das tropas estrangeiras, o grupo vem fortalecendo-se e
retomando o controle de boa parte do território afegão. Hoje é o governo do país, após a saida dos EUA em 2020.
Fontes: Educação.globo.com, Educação.uol.com, Brasil Escola,
Sua Pesquisa e Info Escola.
Textos adaptados e atualizados dos originais. (Todos os créditos aos autores)




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