PARABÉNS A TODOS OS GEÓGRAFOS
DO MUNDO
PELO SEU DIA
Uma singela homenagem ao maior simbolo da geografia brasileira e um dos maiores ícones da geografia mundial, o professor Dr. Milton Santos. Sua figura intelectual transbordando simplicidade, já contagiaram milhares de jovens universitários e professores idealistas espalhados pelos mais diferentes cantos do mundo. Sua visão simples e ao mesmo tempo complexa, emana em seus diversos trabalhos, livros e palestras. É uma prova concreta da competência, não importando cor ou raça.
Leia um pequeno trecho de sua extensa biografia:
O baiano Milton Santos nasceu na região da Chapada Diamantina, em Brotas de Macaúbas em 03/05/1926. A família era de classe média, e tanto o pai como a mãe eram professores primários.
Aos dez anos, prestou exame para o Instituto Baiano de Ensino (Salvador) e passou em primeiro lugar. Depois, durante o curso secundário, criou e dirigiu dois jornais de escola, "O Farol" e "O Luzeiro".
Ingressou na faculdade de direito e atuou na política estudantil, chegando a ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1948, formou-se pela Universidade Federal da Bahia.
Foi professor em Salvador e depois em Ilhéus. Nessa última cidade, foi correspondente do jornal "A Tarde". Também publicou seu primeiro livro, "A Zona do Cacau", tratando daquela monocultura na região. Ainda em Ilhéus, conheceu Jandira Rocha, com quem se casou e teria um filho, Milton Filho.
Retornou para Salvador, tornou-se professor na Faculdade Católica de Filosofia e editorialista do "A Tarde" e publicou mais de uma centena de artigos de geografia.
Em 1956, foi convidado pelo professor Jean Tricart a realizar seu doutorado em Estrasburgo (França). Tendo viajado pela Europa e pela África, publicou em 1960 o estudo "Mariana em Preto e Branco". Após o doutorado (com a tese "O Centro da Cidade de Salvador"), regressou para o Brasil.
Novamente professor da Católica de Filosofia, criou um ambiente intelectual dinâmico, que atraiu dezenas de estudiosos estrangeiros para darem conferências e cursos.
No final dos anos 1950, Milton participou de um concurso (que acabou não se realizando) para livre-docente na Universidade Federal da Bahia. Após ter recorrido à Justiça, conseguiu prestar o exame, defendendo brilhantemente a tese "Os Estudos Regionais e o Futuro da Geografia".
Na época, Milton Santos foi um dos fundadores do Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais da Universidade da Bahia, que demonstraria grande vitalidade na promoção dos estudos da área.
Com o golpe militar de 1964, Milton Santos foi preso e depois exilado. Convidado a lecionar na Universidade de Toulouse (França), ficou ali três anos. Seguiu então para Bordeaux (também na França), onde conheceu Marie-Hélène, a geógrafa que se tornaria sua companheira e com quem teria o filho Rafael.
A década de 1970 foi um período intelectualmente bastante fértil para Milton Santos, que estudou e trabalhou em universidades no Peru, na Venezuela e nos EUA. Nesse último país, entre 1975 e 1976, foi pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Em 1977, retornou para o Brasil, trazendo já completa a obra "Por uma Geografia Nova". Começou então um período difícil. Atuou como consultor e professor assistente e realizou trabalhos esporádicos até que, em 1984, conseguiu o posto de professor titular na Universidade de São Paulo (USP).
Em 1994, recebeu o Prêmio Vautrim Lud, considerado "o Nobel da geografia". Milton Santos foi o primeiro intelectual de um país pobre e o primeiro que não tinha o inglês como língua pátria agraciado com tal distinção. O prêmio internacional promoveu um redescobrimento de Milton Santos no Brasil. Passou a ser requisitado por órgãos de imprensa para entrevistas e depoimentos. Mas mantinha seu senso crítico a isso, afirmando que "um intelectual não pode falar todos os dias. É preciso tempo para amadurecer as idéias".
Aos dez anos, prestou exame para o Instituto Baiano de Ensino (Salvador) e passou em primeiro lugar. Depois, durante o curso secundário, criou e dirigiu dois jornais de escola, "O Farol" e "O Luzeiro".
Ingressou na faculdade de direito e atuou na política estudantil, chegando a ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1948, formou-se pela Universidade Federal da Bahia.
Foi professor em Salvador e depois em Ilhéus. Nessa última cidade, foi correspondente do jornal "A Tarde". Também publicou seu primeiro livro, "A Zona do Cacau", tratando daquela monocultura na região. Ainda em Ilhéus, conheceu Jandira Rocha, com quem se casou e teria um filho, Milton Filho.
Retornou para Salvador, tornou-se professor na Faculdade Católica de Filosofia e editorialista do "A Tarde" e publicou mais de uma centena de artigos de geografia.
Em 1956, foi convidado pelo professor Jean Tricart a realizar seu doutorado em Estrasburgo (França). Tendo viajado pela Europa e pela África, publicou em 1960 o estudo "Mariana em Preto e Branco". Após o doutorado (com a tese "O Centro da Cidade de Salvador"), regressou para o Brasil.
Novamente professor da Católica de Filosofia, criou um ambiente intelectual dinâmico, que atraiu dezenas de estudiosos estrangeiros para darem conferências e cursos.
No final dos anos 1950, Milton participou de um concurso (que acabou não se realizando) para livre-docente na Universidade Federal da Bahia. Após ter recorrido à Justiça, conseguiu prestar o exame, defendendo brilhantemente a tese "Os Estudos Regionais e o Futuro da Geografia".
Na época, Milton Santos foi um dos fundadores do Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais da Universidade da Bahia, que demonstraria grande vitalidade na promoção dos estudos da área.
Com o golpe militar de 1964, Milton Santos foi preso e depois exilado. Convidado a lecionar na Universidade de Toulouse (França), ficou ali três anos. Seguiu então para Bordeaux (também na França), onde conheceu Marie-Hélène, a geógrafa que se tornaria sua companheira e com quem teria o filho Rafael.
A década de 1970 foi um período intelectualmente bastante fértil para Milton Santos, que estudou e trabalhou em universidades no Peru, na Venezuela e nos EUA. Nesse último país, entre 1975 e 1976, foi pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Em 1977, retornou para o Brasil, trazendo já completa a obra "Por uma Geografia Nova". Começou então um período difícil. Atuou como consultor e professor assistente e realizou trabalhos esporádicos até que, em 1984, conseguiu o posto de professor titular na Universidade de São Paulo (USP).
Em 1994, recebeu o Prêmio Vautrim Lud, considerado "o Nobel da geografia". Milton Santos foi o primeiro intelectual de um país pobre e o primeiro que não tinha o inglês como língua pátria agraciado com tal distinção. O prêmio internacional promoveu um redescobrimento de Milton Santos no Brasil. Passou a ser requisitado por órgãos de imprensa para entrevistas e depoimentos. Mas mantinha seu senso crítico a isso, afirmando que "um intelectual não pode falar todos os dias. É preciso tempo para amadurecer as idéias".
Depois de 1994 sua vida foi marcada pelo reconhecimento de sua produção como geógrafo e intelectual crítico. Recebeu, entre outras premiações, o de Mérito Tecnológico (Sindicato de Engenheiros do Estado de São Paulo, em 1995), Personalidade do Ano (Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio de Janeiro, em 1997), 11ª Medalha Chico Mendes de Resistência (Grupo Tortura Nunca Mais, em 1999), O Brasileiro do Século (Isto é, 1999) Multicultural 2000 Estadão (O Estado de S. Paulo, em 2000). Fora do país, recebeu, entre outros prêmios, a Medalha de Mérito (Universidad de La Habana - Cuba, em 1994) e o prêmio UNESCO, categoria ciência (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 2000).
Ampliou também sua série de honrarias universitárias como os títulos de Doutor Honoris Causa em universidades como a Université de Toulouse (1980), Universidad de Buenos Aires (1992), Universidad Complutense de Madrid (1994), Universidad de Barcelona (1996), entre tantas outras, incluindo mais de uma dezena no Brasil, onde ainda recebeu o título de professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1997. Continuou trabalhando ativamente até o fim da vida e foi agraciado com inúmeras honrarias em vida e pós-vida, títulos e medalhas. Milton Santos morreu aos 75 anos (24/06/2001), legando obras e atividades que foram um marco nos estudos geográficos no Brasil e no mundo.
Fontes: educacao.uol.com.br e Brasil Escola.
Fontes: educacao.uol.com.br e Brasil Escola.
![]() |
| Local de trabalho do professor Milton Santos em São Paulo |
Alguns pensamentos do gênio Milton:
"Existem apenas duas classes sociais, as do que não comem e as dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem."
"A evolução do homem, na pré-história o homem das cavernas viviam em bandos para se defenderem dos predadores, hoje o homem vivem em bandos para depredar."
"A má índole associada a falta de educação, leva ao racismo, preconceito, e até a marginalidade."
"Se não é capazes de conviver com as diferenças e divergências...
Tente ao menos ser feliz!"
Tente ao menos ser feliz!"
"O homem perfeito é ateu, imparcial e monogâmico."





Dia do geógrafo, 29 de maio. Parabéns a todos os geógrafoa e ao blog, que completa hj 9 anos.
ResponderExcluirGeógrafos. Parabénsssssss
ResponderExcluir