Ao retratar a história deste importante país para o cenário mundial, vem a dúvida: qual Alemanha está em foco? Aquela potência militar do século XX que instalou o caos e o pânico, sendo responsável pelas duas grandes guerras, ou um país brilhante e rico que comanda a União Europeia como a quarta maior economia do mundo. Sua rica história está construída em cima da superação e mudança de paradigmas, transformando a vida de seu povo e a nova visão mundial. Alemanha hoje é sinônimo de modernidade, competência e austeridade. Sua economia é a mais sólida da Europa, provando ao mundo que mudanças são possíveis e que podemos aprender com os erros do passado.

A Alemanha é o maior ponto de contato entre o ocidente desenvolvido e os países do Leste Europeu. Seu território está em terras férteis e cultiváveis e tem uma economia fortemente industrializada – com destaque para as áreas farmacêutica, química e de motores. Muitas das indústrias encontradas em nosso território, tem a matriz em solo alemão (VW, BMW, Bayer, Sienmes...) É o berço de escolas políticas e filosóficas, de grandes músicos, escritores e artistas. Desde sua unidade nacional, no final do século XIX, é um país-chave no cenário internacional. Derrotada em duas guerras mundiais, a nação foi dividida por 40 anos em Alemanha Ocidental e Oriental. A queda do Muro de Berlim, em 1989, reunificou o país e rompeu o equilíbrio geopolítico estabelecido no pós-guerra. Enfrenta dificuldades econômicas que pesam sobre toda a União Européia, da qual faz parte.
Território

A Alemanha tem uma superfície de 357.000 Km2, equivalente ao território do Mato Grosso do Sul, que se estende de altas montanhas a
cordilheiras médias e terras baixas europeias. Os principais rios são o Reno, o Danúbio e o Elba. Sua maior altitude é o pico Zugspitze (2963 m) nos Alpes.
A capital é Berlim (3,4 milhões de habitantes), mas a sede do governo é em Bonn .
A República Federal da Alemanha está situada no coração da Europa. Os seus vizinhos são a Dinamarca a norte, os Países Baixos (Holanda), a Bélgica, o Luxemburgo e a França a oeste, a Suíça e a Áustria a sul, e a República Checa e a Polônia a leste. Esta situação central viu-se reforçada com a unificação alemã ocorrida em 1990
A Alemanha conta com 82 milhões de habitantes aproximadamente, distribuida entre os protestantes (representam 43% da população) e os católicos romanos (43,4 %).
A grande Berlim, cujo ritmo de crescimento tem vindo a aumentar rapidamente desde a unificação alemã, conta atualmente com 3 400 000 habitantes e prevê-se que atinja 8 milhões no final do milênio.
A Alemanha deve muito aos trabalhadores e empresários estrangeiros, que dão uma ampla contribuição para o crescimento econômico, acrescentando anualmente centenas de euros ao seu PIB.
A língua oficial é o alemão, embora existam numerosos dialetos. As diferenças entre estes últimos podem ser de tal forma acentuadas que se um alemão originário da Frísia, outro de Meclemburgo e outro ainda da Baviera decidissem conversar entre si nos respectivos dialetos, teriam grandes dificuldades em se entenderem.
Nome oficial: República
Federal da Alemanha
Característica Política: República
federal parlamentarista
Governante: chanceler
Olaf Scholz
Localização: parte
ocidental da Europa
Capital: Berlim
Área: cerca
de 357,4 mil Km², equivalente a área do Mato Grosso do Sul (MS).
População: cerca
de 83 milhões de habitantes, quase duas vezes a população de São Paulo (SP).
Religião: católica romana (29%) e protestantes (27%)
Moeda: Euro
PIB: cerca
de 4 trilhões de dólares, 4ª maior economia do mundo, maior da Europa.
Curiosidades: país
responsável direto pelas duas maiores guerras mundiais, berço do Nazismo. País
mais rico da Europa. O lado oriental do país é um dos menos religiosos do
mundo, herança da ocupação soviética.
Economia
A Alemanha é a quarta economia mundial em termos de PIB (Produto Interno Bruto) (depois dos EUA, China e do Japão). A economia alemã é uma economia de mercado (capitalista). A segurança social tem um peso muito grande na economia e os alemães têm direitos sociais muito extensos. Atualmente, o governo Social Democrata está a tentar reformar a segurança social com o objetivo de reduzir o seu peso sobre a economia. A reunificação teve um impacto significativo no crescimento da parte ocidental da Alemanha.
Atualmente, a Alemanha está a viver um período de ajustamento para eliminar as enormes disparidades econômicas entre a parte oriental e a parte ocidental do seu território, principalmente as disparidades em termos salariais e de nível de vida. A Alemanha tem uma economia social de mercado. A indústria automóvel é uma das mais importantes, a par das indústrias de engenharia mecânica e elétrica, bem como das indústrias química e farmacêutica. As indústrias metalúrgica e siderúrgica também desempenham um papel importante na economia.
Política
A República Federal da Alemanha é constituída por 16 Länder (estados). Cada Land dispõe de uma constituição, de um órgão legislativo e de um governo próprios. O país tem um regime parlamentar com duas câmaras.
O principal órgão legislativo é a Câmara Baixa, denominada Bundestag (Assembléia Federal), a qual tem 672 deputados eleitos por um período de quatro anos, por sufrágio universal direto, segundo um sistema proporcional.
O poder executivo é exercido pelo Governo federal, dirigido pelo Chanceler federal, que é eleito por maioria absoluta do Bundestag e que nomeia em seguida os outros ministros.

O Presidente federal é eleito pela Bundesversammlung (uma Convenção federal) convocada exclusivamente para o efeito e composta pelos membros do Bundestag e por igual número de deputados eleitos pelos parlamentos dos Länder. O Presidente é, em termos constitucionais, o Chefe de Estado, mas tem reduzida influência a nível do governo.
Cada Land possui a sua assembléia legislativa com competência para aprovar legislação em todos os domínios, exceto nos da defesa, dos assuntos externos e das finanças, os quais são da competência exclusiva do Governo federal.
A ex-primeira-ministra alemã era uma das mulheres mais influentes e poderosas do mundo, Angela Merkel.
O dia da comemoração da unidade alemã, festejado em 17 Junho até 1990, foi substituído pelo dia da Unificação alemã, festejado a 3 de Outubro.
Fatos Históricos

A língua alemã e o sentimento de pertença à nação alemã existe há mais de mil anos, mas o país conhecido agora como Alemanha só foi unificado em 1871 em Versalhes, quando o império alemão, dirigido pela Rússia, foi constituído. A Alemanha permaneceu um império com povos de diferentes origens nacionais por mais 50 anos. Este foi o segundo "reich" alemão. "Reich" é traduzido geralmente por "império" mas pode também significar "reino".
A Alemanha é um estado federal da Europa central pertencente à União Européia.
As origens da identidade nacional alemã remontam ao século X a.C., quando tribos teutônicas se instalam no atual território da Alemanha. A região é conquistada por Júlio César em 53 a.C. e sofre invasões dos hunos no século V.
Entre 772 e 802, o imperador francês Carlos Magno anexa a Saxônia, a Baviera, a Renânia e outras terras germânicas aos domínios do Sacro Império Romano. Os germanos são convertidos ao cristianismo.
O domínio franco encerra-se em 911 com a eleição, pelos duques germânicos, de Konrad I como primeiro rei da Alemanha. Em 962, Otto I torna-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1º Reich). Entre os séculos XI e XII, os domínios germânicos se expandem a leste, mas lutas entre os príncipes e conflitos com o Vaticano enfraquecem a monarquia.
Em 1517, Martinho Lutero provoca um cisma com o Vaticano ao liderar a Reforma Protestante. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) divide a Alemanha em pequenos reinos e principados.
No século XVIII, sob Frederico II, o Grande, a Prússia torna-se o mais poderoso principado germânico. O Exército prussiano revela-se fundamental para a derrota de Napoleão Bonaparte. O Congresso de Viena, em 1815, cria a Confederação Germânica, unindo 39 Estados. A maioria deles forma uma união aduaneira em 1834.
As revoluções populares de 1848 levam à formação do primeiro Parlamento germânico. Em 1862, Otto von Bismarck torna -se chanceler da Prússia. Quatro anos mais tarde, depois de derrotada pela Prússia, a Áustria é excluída da Confederação Germânica.
Em 1871, Bismarck derrota os franceses na Guerra Franco-Prussiana e, apoiado pelos Estados do norte, declara a unificação da Alemanha. Guilherme I é proclamado kaiser (imperador) do 2º Reich alemão. A partir de 1880, o país conhece uma fase de expansão econômica e colonial.
Sob a política militarista de Guilherme II, a Alemanha apóia o Império Austro-Húngaro contra a Rússia, o que acaba levando o país à 1ª Guerra Mundial (1914-1918). A derrota alemã provoca o estabelecimento da República, proclamada em 1919 na cidade de Weimar. O Tratado de Versalhes proíbe o rearmamento da Alemanha, impondo também perdas territoriais e pesadas reparações de guerra. A República de Weimar (1919-1933) vive graves crises econômicas.
Nazismo

Em 1933, Adolf Hitler torna-se chanceler e em pouco tempo transforma a Alemanha numa ditadura dominada pelo Partido Nacional-Socialista. Hitler inicia o rearmamento do país. Em 1938, a Áustria e os Sudetos, região alemã na Tchecoslováquia, são anexados por Hitler.
A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, dá início à 2ª Guerra Mundial (1939-1945). A Alemanha alia-se à Itália e ao Japão, formando a coligação militar conhecida como Eixo. Em 1940, as tropas alemãs ocupam a França e no ano seguinte invadem a URSS.
No auge de sua expansão, em 1942, a Alemanha e seus aliados controlam todo o continente europeu, com exceção das ilhas britânicas, de uma parte da URSS e de alguns poucos países neutros, como Suíça e Portugal.

Os nazistas criam campos de concentração na Europa Oriental, nos quais pelo menos 6 milhões de judeus são assassinados. A partir da derrota alemã diante dos soviéticos na Batalha de Stalingrado, em 1943, o 3º Reich começa a ser expulso dos territórios que havia ocupado. Tropas aliadas invadem a Alemanha em 1945. Em maio, o país se rende incondicionalmente à URSS, EUA, Reino Unido e França. Pelos acordos de Yalta e Potsdam, a Alemanha é dividida pelos aliados: os ocidentais ocupam o oeste e a URSS, o leste do país. A Alemanha perde territórios para a Polônia e Rússia.
Guerra Fria
Em 1949, são criadas a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), de regime capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental), socialista. Durante o governo do chanceler (primeiro-ministro) democrata-cristão Konrad Adenauer (1948-1961), a Alemanha Ocidental conhece um período de prosperidade, principalmente em função da ajuda econômica norte-americana do Plano Marshall.
A Alemanha torna-se o centro do conflito entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Em 1948, os soviéticos ordenam o bloqueio de Berlim, que é rompido por uma gigantesca ponte aérea dos EUA. Uma revolta de trabalhadores em Berlim Oriental é esmagada pelo Exército soviético em 1953.

Em 1955, a Alemanha Ocidental ingressa na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental. A Alemanha Oriental reage ingressando, no mesmo ano, no Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS. Em 1961, as autoridades orientais constroem o Muro de Berlim para deter o fluxo de refugiados para o Ocidente.
O processo de aproximação entre as duas Alemanhas tem início no final da década de 60, estimulado pelo chanceler ocidental Willy Brandt, do Partido Social-Democrata. Em 1973, RDA e RFA entram na Organização das Nações Unidas (ONU) e se reconhecem mutuamente no ano seguinte. Na Alemanha Ocidental, os democrata-cristãos voltam ao poder em 1982 com a eleição de Helmut Kohl, que substitui o social-democrata Helmut Schmidt. O anúncio da instalação de mísseis nucleares norte-americanos na Alemanha Ocidental, em 1983, provoca grandes protestos pacifistas.
Fim do Muro de Berlim

O dirigente alemão-oriental Erich Honecker, no poder desde 1971, resiste à onda de liberalização no bloco comunista deflagrada em 1985 pelo dirigente soviético Mikhail Gorbatchov.
Em 1989, milhares de alemães-orientais passam para a Alemanha Ocidental através da Hungria e da Áustria. Em outubro, manifestações pró-democracia em Leipzig levam o Partido Comunista alemão-oriental a substituir o linha-dura Honecker por Egon Krenz.
Em novembro, a queda do Muro de Berlim abre o processo de reunificação: são marcadas as primeiras eleições livres da RDA. Em 1990, a
Aliança pela Alemanha, favorável à unificação, vence as eleições; Lothar de Mazière é o primeiro-ministro da Alemanha Oriental.
Impulsionada por Kohl, é realizada a unificação monetária em julho de 1990. Em outubro, ocorre a unificação política. O exército alemão-oriental é extinto e o Parlamento unificado ratifica o tratado da União. Kohl torna-se o chanceler na Alemanha unificada.
Alemanha unificada
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A Alemanha paga um preço alto pela unificação. A desmontagem do parque industrial da parte oriental provoca desemprego maciço, que repercute em todo o país. As altas taxas de juros fixadas pelo Bundesbank (banco central) provocam recessão. Num clima social tenso, os imigrantes sofrem atentados de grupos neonazistas. Em 1993, o Parlamento restringe o direito de asilo político. As garantias sociais, que eram o orgulho da DGB – mais forte central sindical da Europa –, são questionadas em nome da melhoria da competitividade da indústria alemã no cenário mundial. As dificuldades da Alemanha repercutem nos adiamentos sucessivos de medidas de maior homogeneização econômica entre os membros da União Européia, como é o caso da moeda única (adiada para 1999).
Em 1994, Helmut Kohl e o CDU (União Democrata-Cristã) permanecem no poder, em coligação com o CSU (União Social-Cristã) e o FDP (Liberal-Democrata). Os social-democratas do SPD, segundo partido do país, não conseguem se afirmar como alternativa à coligação de centro-direita. Em maio de 1994, as duas casas do Bundestag (Parlamento) elegem Roman Herzog, do CDU, como presidente. Em outubro, mesmo perdendo votos, a coligação de Kohl é reeleita pela quarta vez consecutiva.
Uma onda de greves metalúrgicas, iniciada em janeiro de 1995, leva a um acordo nacional em março: os empregadores concedem um aumento anual de 4% (o sindicato IG Metall exigia 6%) e a redução progressiva da jornada de trabalho para 35 horas semanais até 1º de outubro.
Em junho de 1995, o Bundestag aprova lei que passa a considerar o aborto ilegal, salvo se praticado nos primeiros três meses de gravidez.
A Alemanha que admiramos está acima.
Mas que as fotos e fatos abaixo
nunca mais aconteçam.
Conclusão
Apesar da grande destruição sofrida durante a II Guerra Mundial, a Alemanha ressurgiu na década de 1960. A reunificação foi um golpe muito duro; a Alemanha Ocidental tem suportado as custas das melhorias na infra-estrutura, no meio ambiente e na indústria da parte oriental, embora muitas empresas do Leste tenham falido, a Alemanha continua a ser uma potência na economia mundial devido à forte competência da Alemanha Ocidental.
Bibliografia: Adaptado da Web
Livro: Super estudante
Autor: Vários
Não perca essa história emocionante entre tantas.
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